Falta de cultura de risco pode impactar pequenos e médios negócios
26 de dezembro de 2016
O principal motivo pela procura de D&O e E&O
26 de dezembro de 2016

Gerenciar riscos internos é a saída para empresas reduzirem custos com seguros em 2017

3d chain chrome blue cross security metal

Apesar da perspectiva da inflação em 2017 permanecer dentro da projeção estimada pelo Governo, tudo indica que no ano que vem, assim como neste ano, as empresas continuarão a buscar redução de custos para evitar possíveis cortes de pessoal e manter o fluxo de caixa. Uma das saídas comumente encontrada é não renovar, cancelar ou restringir a cobertura de seguro, sem, antes disso, gerenciar estrategicamente quais riscos a companhia está disposta assumir. Neste cenário, a gestão de seguros pode auxiliar.

A opinião é de Caio Timbó, diretor da LTSeg Corretora e Administradora de Seguros. “Com um efetivo gerenciamento do programa de seguros de uma empresa é possível, em momentos de crise, alterações nos desenhos das apólices que farão com que os prêmios de seguro diminuam, as vezes substancialmente. A máxima serve para todas as apólices de seguro, do automóvel individual à planta industrial”, explica o especialista em mercado de seguros.

Segundo ele, é necessário fazer o gerenciamento dos riscos por meio de matrizes que deflagrem para o gestor da empresa os maiores riscos do negócio e quais financeiramente seria interessante assumir. Além de possibilitar a identificação dos maiores vetores de risco, as matrizes permitem a melhor estruturação das apólices de seguro da empresa, economizando tanto diretamente – quando se paga menos prêmio de seguro, quanto indiretamente – quando a economia se resume na otimização da hora técnica do gestor e dos colaboradores na gestão dos seguros.

Outra forma de gestão de apólices para redução de custos é a contração de seguros em camadas. “Isto se aplica a empresas e apólices maiores e funciona da seguinte forma: ainda que a exposição máxima de uma empresa seja sua perda total, a possibilidade de isto acontecer tende a ser remota, então estudam-se cenários de maior probabilidade e menor severidade e contrata-se uma apólice primária no limite principal de exposição. A partir daí apólices complementares com limites adicionais (a 2º, 3º, 4º risco…) vão sendo contratadas até que se obtenha cobertura total para a exposição desta empresa”, afirma Timbó.

Ao avaliar a apólice não somente como forma de mitigação de riscos, mas também como forma de redução de custo, o empresário entende a importância do gerenciamento de risco e do seu programa de seguros, tarefa que necessariamente precisa ser coordenada por um especialista. Segundo o executivo, “não há nenhuma apólice passível de ser dispensada, o que precisa ser visto é o quanto de exposição e severidade há para uma empresa e se ela está disposta a assumir este risco”.

O trabalho desse especialista consiste, basicamente, em demonstrar exposições que uma empresa possui, trazendo cenários de perda, medidas e formas de proteção e continuidade do negócio. “Muitas companhias veem o seguro como despesa, porém, num cenário difícil, ele pode ser o mecanismo de continuidade do negócio”, finaliza.

Fonte: SEGS

Link para a matéria: http://bit.ly/2fHsm2z

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *

Esse site utiliza o Akismet para reduzir spam. Aprenda como seus dados de comentários são processados.